Juazeiro/BA, 20 de setembro de 2020


Covid-19

Projeto oferece aulas de dança cigana para mulheres assistidas do CIAM

ASCOM em 25/set/2018

Por Fabiana Diniz/SEDES

As mulheres assistidas pelo Centro Integrado de Atendimento à Mulher (CIAM) terão acesso durante um mês a aulas de dança cigana oferecidas através do Projeto ‘Badalavi – Dança Cigana do Vale’. O projeto foi um dos contemplados no edital do programa Usina Cultural da Prefeitura Municipal de Juazeiro.

Segundo a idealizadora do projeto, a produtora cultural Esther Martins, a proposta é apresentar a dança cigana artística para a região acionando sua potência estética e também seu caráter terapêutico, de autoconhecimento e desenvolvimento artístico. “Nossa proposta é desenvolver encontros para experimentar a dança e trabalhá-la como instrumento de desenvolvimento do corpo, autoestima e saúde integral, proporcionando ainda o conhecimento de cultura e povos diferentes. Além de todos os benefícios mencionados a dança proporciona também o empoderamento das mulheres, por isso decidimos desenvolver o projeto no CIAM”, afirmou.

Durante um mês serão realizados encontros semanais utilizando passos, técnicas e elementos de dança cigana – como a saia, o xale, o leque e a pandeirola. As aulas são oferecidas de forma gratuita às mulheres assistidas pelo CIAM tiveram início esta semana. Na primeira aula o contato inicial foi de observação.

A babá Edicléia Pereira é uma das alunas do projeto e aprovou a iniciativa. “Gostei muito porque me possibilitou também conhecer outras mulheres e compartilhar várias histórias de vida. Com todas as dificuldades que vivenciamos este é um momento onde percebemos que somos fortes e que podemos ser felizes de novo. A dança fez com que eu me sentisse livre”, disse acrescentando que “o CIAM é o lugar onde encontrou apoio, atenção e cuidado para seguir sua vida mais forte”.

As mulheres assistidas através do CIAM passaram por algum tipo de violência e para a diretora de Mulheres, Quitéria Lima, a dança é mais uma ferramenta de ajuda para que elas saíam do ciclo de violência. “É uma motivação a mais de valorização do corpo, de levantar a autoestima. Trabalhar a violência causada na vida dessas mulheres faz com que elas abram novos horizontes. Para elas é um novo mundo e uma forma de sentirem a liberdade”, destacou.

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