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SEDES realiza encontro virtual e apresenta crit√©rios da Lei Aldir Blanc para Povos de Terreiros, artistas LGBTQIA+, capoeiras e manifesta√ß√Ķes culturais de matriz africana de Juazeiro

07/ago/2020 - ASCOM

Ascom

A Secretaria do Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (SEDES) realizou nesta quinta-feira, 06, um encontro online atrav√©s da plataforma zoom, em parceria com o Conselho Municipal da Igualdade e da Promo√ß√£o Racial(COMPIR) e o Conselho Municipal de Cultura (CMC), para debater e apresentar aos Povos de Terreiros, artistas LGBTQIA+, capoeiras e manifesta√ß√Ķes culturais de matriz africana de Juazeiro sobre a Lei de Incentivo a Cultura Aldir Blanc, aprovada pelo Congresso Nacional para atender a diversos p√ļblicos nesta pandemia do novo coronav√≠rus.

A reuni√£o contou com a participa√ß√£o de representantes da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Esporte (Seculte), que ser√° a gestora do recurso e tamb√©m da Secretaria de Cultura da Bahia, que falou da necessidade dos povos de terreiro buscarem produzir projetos para captar este recurso emergencial. ‚ÄúAcredito que foi muito importante o munic√≠pio ter esta preocupa√ß√£o de reunir este p√ļblico, para entender que esta lei vem para democratizar ainda mais a cultura. A participa√ß√£o do Estado √© importante para referendar o que o munic√≠pio tem realizado‚ÄĚ, declarou Andr√© Reis, da Secult do Estado.

Para Luana Rodrigues, diretora de Diversidade da SEDES, a Lei Aldir Blanc √© um instrumento para que os artistas e fazedores da Cultura tenham acesso ao aux√≠lio emergencial neste per√≠odo de pandemia. ‚ÄúNestes tempos de isolamento que a pandemia exige, os terreiros e as capoeiras precisam ser compreendidos como fazedores de cultura, que preservam a cultura negra no pa√≠s. Estamos fazendo esta mobiliza√ß√£o para que esta popula√ß√£o acesse ao recurso e garanta a sua sobreviv√™ncia, al√©m de produzir a√ß√Ķes culturais. Al√©m disso, temos os artistas LGBTs, que precisam ser abra√ßados, al√©m das manifesta√ß√Ķes populares. Ent√£o, este momento √© pensado para promover a inclus√£o destes grupos sociais. Acredito que atingimos o nosso objetivo‚ÄĚ, declarou.

Carlos J√ļnior, mais conhecido como Mestre Alab√°, destacou a import√Ęncia do encontro. ‚ÄúRealmente, contribuiu muito para tirar d√ļvidas. Atrav√©s desse encontro pude ficar mais antenado com o que est√° acontecendo e como vai funcionar. Ficamos felizes em saber que podemos contar com a gest√£o para nos ajudar‚ÄĚ, enfatizou. Para Emile Machado, do Projeto Viv√™ncia de Angola, ‚Äúas informa√ß√Ķes socializadas foram fundamentais. O processo de cadastro e mapeamento √© informar como ser√° feita a distribui√ß√£o do recurso. Isto foi bom porque tamb√©m √© um modo de nos organizarmos, em rela√ß√£o √† documenta√ß√£o, prazos‚ÄĚ, finalizou. Para o presidente do CMC, Marcos Velasch, o encontro foi importante por atrair as pessoas para terem acesso ao recurso emergencial. ‚ÄúTivemos a oportunidade de nos aproximarmos mais dessas comunidades culturais, agrupamentos sociais e religiosos. Ressaltamos o papel do Conselho de Cultura neste processo. Apresentamos os crit√©rios da Lei que ser√£o exigidos e que assim possam cumprir e n√£o serem desclassificados no ato de an√°lise. O Conselho vai ficar atento para que ningu√©m fique de fora. E o interessante √© que o munic√≠pio est√° empenhado em v√°rias secretarias para que os trabalhadores e fazedores da cultura tenham acesso a este aux√≠lio‚ÄĚ, destacou.